A Morte enfeitada

um olhar sobre as práticas mortuárias dos construtores do Sambaqui Cabeçuda a partir de um sepultamento infantil

  • Alejandra Saladino Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

Resumo

Os estudos sobre os sambaquis e os grupos que os construíram mesclam-se à própria história da Arqueologia brasileira. Diversas foram as abordagens e questões a fundamentar as interpretações acerca desse tema. Origem, função, modo de subsistência, tecnologia, processo construtivo dos concheiros, relações com outros grupos culturais e regularidades e especificidades culturais e regionais são alguns dos temas tratados na literatura especializada. Para o desenvolvimento de todos eles, são preciosos os dados recuperados das estruturas funerárias. O objetivo central desta pesquisa foi analisar as práticas mortuárias dos construtores de Cabeçuda, a partir de uma baliza, especificamente os adornos de conchas de um sepultamento infantil, e à luz de registros sobre tais artefatos associados a estruturas recuperadas de outros sambaquis e sítios litorâneos de Santa Catarina e Rio de Janeiro. Partiu-se do levantamento, organização, sistematização e processamento dos dados disponíveis na literatura especializada – fontes primárias e secundárias – sobre as sepulturas de Cabeçuda e outros sambaquis e sítios litorâneos de Santa Catarina e Rio de Janeiro. Os dados levantados nas arqueografias foram interpretados problematizando as premissas da teoria do reflexo e da natureza conservativa das práticas mortuárias.

Publicado
2017-07-03
Como Citar
SALADINO, Alejandra. A Morte enfeitada. Revista de Arqueologia, [S.l.], v. 30, n. 1, p. 255-257, jul. 2017. ISSN 1982-1999. Disponível em: <http://www.revista.sabnet.com.br/revista/index.php/SAB/article/view/511>. Acesso em: 24 nov. 2017. doi: https://doi.org/10.24885/sab.v30i1.511.
Seção
Resumos de Teses e Dissertações